Um futuro tão próximo e distante em “A Vigilante do Amanhã – Ghost In The Shell”

EM Cinema
Glauce
2 mês atrás

A-Vigilante-do-Amanha-posterA Vigilante do Amanhã – Ghost In The Shell (Ghost in the Shell – EUA)
Diretor: Rupert Sanders
Elenco: Scarlett Johansson, Pilou Asbæk, Takeshi Kitano, Juliette Binoche, Michael Pitt, Chin Han
Nota: 4,5/5
Duração: 107min
Distribuidora: Paramount Pictures
Estreia: 30 de março

“Quando encaramos nossa adversidade como virtude é que encontramos a paz”

Enfim chegou a estreia de “A Vigilante do Amanhã – Ghost In The Shell”, e finalmente podemos sanar a curiosidade e as dúvidas sobre esse filme. No ano de 2029, Major é uma cyborg que lidera o esquadrão que é contra o crime cibernético, num mundo onde os humanos e as máquinas andam lado a lado e se relacionam.

“A Vigilante do Amanhã – Ghost In The Shell” é um remake americano da obra japonesa lançado no final dos anos 80, e devido ao histórico de adaptação para live-action de outras obras japonesas, o filme gerou desconfiança ao ser anunciado. No entanto, não desfavorece os seus antecessores, mas entrega um longa com pouquíssimos atores de origem japonesa que, creio eu, seja para mostrar a globalizam que se espera para um futuro próximo, e isso ficou claro ao meu ver devido a utilização de atores de diversas nacionalidade e também no fato do personagem Aramaki falar somente japonês, enquanto todos os outros utilizavam o inglês e todos se entendiam sem problema.

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Com grandes fotografias, a história se passa em uma megalópole japonesa, que em alguns momentos nos lembras Los Angeles de “Blade Runner”, com os anúncios em hologramas gigantes. Mas não é só a “Blade Runner” que o longa nos leva a comparar, logo nos primeiros minutos de filme temos a “construção” do corpo robótico da Major, uma cena que foi quase automática lembrar do filme “Sob a Pele”, também estrelado pela Scarlett Johansson.

Os mais saudosos, que esperavam uma adaptação fiel da animação para o live-action, podem vir a não gostar do conteúdo produzido, porém, reconhecerá algumas cenas que foram produzidos, algumas podendo até se dizer que fiéis ao “original”, podendo ter sidos colocados para apaziguar alguns ânimos devido aos sacrifícios feitos com relação ao original. O longa apresenta um ritmo próprio, uma major com um humor mais contido na grande maioria, não espere ver uma Major Motoko sarcástica e irônica, e nem uma cyborg erotizada, a interpretação de Johansson é elegante e sexy.

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Esse filme vem focar mais na Major: até que ponto as suas lembranças são realmente lembranças e se as “falhas” são realmente falhas ou fragmentos de algo do qual seu cérebro esqueceu? Sua criação foi realmente como contam ser? São questões que vão surgindo ao longo do filme, entremeada a outras questões com relação ao avanço tecnológico que até certo ponto surgiu para salvar a vida e propiciar uma melhor, ao custo que alguns julgavam não valer a pena.

A Paramount Pictures nos entrega um longa de ação e ficção científica com ótimas cenas e sequências de lutas e tiros, é uma franquia que promete ser uma das mais atraente visualmente com relação ao efeitos especiais e os efeitos 3D. O longa consegue entregar um “ghost” de qualidade, que prende a atenção e agrada bastante se analisarmos ele sem a comparação com a obra original, pois se compararmos ele tem mais “Shell” que “Ghost”, o que para uma franquia pode vir a calhar, porque quantas franquias começaram entregando tudo no começo e não conseguiram se sustentar nas continuações?

“A Vigilante do Amanhã – Ghost In The Shell” é um filme que vale a pena ser assistido em 3D e legendado se possível, para desfrutar de tudo que o longa tem a oferecer tanto visualmente como as referências de globalização através dos sotaques dos atores.

Glauce
Sobre Glauce

Sagitariana que ama sua liberdade física e emocional. Uma Biomédica Imunologista de formação, que nutri um paixão não tão secreta pela Bacteriologia e Aviação.... Viciada em livros, sendo uma bookaholic por opção e paixão, que sonha com o brevê... Uma pessoa que se pudesse passaria a vida em curso, uma hora aqui outra lá.

 

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