“T2 Trainspotting” chega aos cinemas 20 anos depois do sucesso “Trainspotting – Sem Limites”

EM Cinema
karina
1 mês atrás

T2-TrainspottingT2 Trainspotting (T2 Trainspotting – EUA 2017)
Diretor: Danny Boyle
Elenco: Ewan McGregor , Robert Carlyle , Jonny Lee Miller , Ewen Bremner, Steven Robertson
Nota: 4/5
Duração: 117 min
Distribuidora: Sony Pictures
Data de estreia: 17 de março

“T2 Trainspotting” é a sequência de “Trainspotting – Sem Limites” de (1996). Após 20 anos do primeiro filme, temos o retorno de todos os personagens originais, exceto obviamente Tommy (Kevin McKidd), que morreu no primeiro filme.

O filme começa com Renton (Ewan McGregor) que retorna à cidade natal; ele é um novo homem com um emprego fixo e livre das drogas, já os amigos não tiveram a mesma sorte: Sick Boy (Jonny Lee Miller) comanda um pub e chantageia, com a ajuda da “namorada” Veronika (Anjela Nedyalkova), algumas pessoas ameaçando vazar uns sexys tapes; Spud (Ewen Bremner) continua dependente de heroína; Begbie (Robert Carlyle) está na prisão. Aos poucos vamos percebendo que a realidade de Renton não é tão positiva quanto ele mostrava e a aproximação entre os 4 é inevitável.

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“T2 Trainspotting” faz mais que referências ao filme precursor, o tom de ligação entre os longas é de reverência, algumas fotografias e cenas nos remetem quase que instantaneamente ao um clima de nostalgia, os personagens fazem questão de olhar para o passado e relembrar onde estavam e comparar aonde estão no momento atual.

A nostalgia é quase palpável tanto para quem assistiu o primeiro longa, quanto para quem nunca teve contato com o precursor da história. O filme nos leva a pensar o quanto estamos vivendo no presente momento e o quanto temos reverenciado as décadas passadas, quanto fazemos hoje para poder relembrar amanhã, afinal tudo é um questão de escolha… escolher a vida, escolher instagram, escolher twitter, escolher…

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As cenas são costuradas por músicas que empolgam com clássicos como Queen, Iggy Pop, The Clash, entre outros; os enquadramentos das câmeras acrescentam na composição da história e a palheta de cores é muito bem usada, mas ainda assim o filme não entrega nada de novo, e não é revolucionário como foi “Trainspotting – Sem Limites” em 1996. Para quem tem o primeiro contato com “T2 Trainspotting” sem ter visto o primeiro filme, eventualmente pode ficar perdido em alguns momentos que fazem muito mais sentido a quem entende as referências, mas ainda é um filme que tem diálogos muito bons e algumas risadas garantidas.

A sequência pode não ter o mesmo legado do primeiro filme, mas saí da sessão com a sensação de um bom fechamento para aquele grupo de amigos.

Ambos os longas são adaptação cinematográficas de livros de autoria de Irvine Welsh, “Trainspotting” (adaptação do primeiro filme que leva o mesmo título) e “Pornô” (que na adaptação cinematográfica recebeu o nome de T2 Trainspotting) ambos republicados pela Editora Rocco em 2016.

karina
Sobre karina

Biomédica por formação , bookaholic por paixão !

 

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