“Power Rangers” trás a origem com momentos nostálgicos para os saudosos

EM Cinema
Glauce
1 mês atrás

Power RangersPower Rangers (Power Rangers – EUA 2017)
Diretor: Dean Israelite
Elenco: Dacre Montgomery, RJ Cyler, Naomi Scott, Becky G, Ludi Lin, Elizabeth Banks, Bryan Cranston
Nota: 4/5
Distribuidora: Paris Filmes
Duração: 124min
Data de estreia: 23 de março

Quem nunca sonhou em ser um Power Ranger quando criança? Para quem está beirando a casa dos 30 anos, em algum momento da década de 90 deve ter assistido ao seriado “Power Rangers” produzido pela Saban Entertainment, baseado na série japonesa “Super Sentai”. “Power Rangers” foi uma franquia de sucesso e que ainda mantém seu reconhecimento até os dias atuais.

Para quem não conhece, “Power Rangers” é um grupo de super-heróis que tem como missão salvar a terra das ameaças galácticas, se transformando em guerreiros e utilizando robôs gigantes, sendo auxiliados por Zordon e Alpha-5.

Eu sou uma das pessoas que está pela casa dos 30, que passava as manhãs em frente a TV assistindo “Mighty Morphin: Power Rangers” que, na minha opinião, foi a melhor fase dos Power Ranges. Quando anunciaram um remake, foi uma mistura de emoções. Confesso que assisti ao filme com um pé atrás, porque algumas coisas da infância deveriam permanecer como uma memória de infância, e eu estava com medo de que Power Rangers fosse um caso assim.

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Esse remake conta a origem dos “Power Rangers”, visto que logo nos primeiros minutos descobrimos sobre o passado do Zordon e da Rita Repulsa. E essa acaba sendo a pegada do filme, a origem e a descoberta do que é ser um Power Ranger.

Trazido para os tempos de hoje, a cidade Alameda dos Anjos e os problemas são mais realistas, nossos heróis são adolescente, com problemas de adolescentes, mesmo que seus perfis sejam clichês. Que por falar em clichês, o filmes está recheado, mas já era de se esperar que isso ocorresse, se tratando de um remake e de um longa para os adolescente de hoje e para as crianças/adolescentes de 90.

O filme é voltado para o público jovem que gosta de filme de heróis com sequencia de lutas, e para os fãs saudosos da franquia, porém, não espere ir ao cinema encontrar um longa com luta ao estilo Power Rangers do começo ao fim, porque isso não ocorrerá, pois como já comentei, se trata de um filme de origem, o que pode agradar muitos fãs que queriam algumas supostas respostas e que apreciam mais detalhes.

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O roteiro passa por fases importantes com relação aos personagens, nos fazendo ter empatia por eles, porém ocorreu um certo problema com relação a velocidade, enquanto até o ato 2º o roteiro apresenta uma lentidão, no 3º ato a velocidade muda, e a história começa a correr. A impressão é de que eles perceberam que já estava ficando longo e tinha muita coisa ainda e decidiram correr, ou que os fatos do 3º ato iria exigir muito do orçamento caso fosse contado de forma normal. Os dois primeiros atos ajudaram para uma contextualização, uma ambientação com relação aos Rangers que na série não tínhamos.

De 1995, ano que foi lançado o primeiro filme, para cá, muita coisa mudou com relação a tecnologia utilizada para os efeitos, e isso fica evidente no filme, que apresenta bons efeitos especiais. A direção fez algumas mudanças, mas ainda é possível apreciar as cenas de lutas por vários ângulos, até em primeira pessoa em alguns momentos, e também contamos com os saltos, que agora estão mais ousados que antes o que torna eles as vezes cômicos de tão improváveis que são, mas fazer o que, Rangers sem saltos acrobáticos não são Rangers.

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O longa apresenta uma boa trilha sonora, com quase todos os instrumentais e canções encaixando muito bem. Falar de trilha sonora sempre me remete a “Go Go Power Rangers”, e me perguntei se teria no remake, mas esse informação se tem ou não, vocês terão que assistir para descobrir. Esse longa é uma aposta que veio seguir os ganchos dos filmes de super-heróis, uma aposta que deixa margem para uma continuação. Lembrem quando forem assistir, o filme não é da Marvel, porém fiquem na sala, durante os créditos terá uma cena.

Sou aquela fã que percebe que a obra não é perfeita, o filme tem um roteiro com algumas falhas e com vários clichês que uns não irão se importar enquanto outros poderão se irritar. Não é um filme para criança, como já comentei, é voltado para adolescente/adulto, a piada que é feita no começo já mostra o porque da faixa etária nos Estados Unidos não ser Livre. Já assumi que sou uma fã, e eu nunca soube escolher entre os Rangers Vermelho e Rosa. E é como fã que eu termino essa crítica.

Glauce
Sobre Glauce

Sagitariana que ama sua liberdade física e emocional. Uma Biomédica Imunologista de formação, que nutri um paixão não tão secreta pela Bacteriologia e Aviação.... Viciada em livros, sendo uma bookaholic por opção e paixão, que sonha com o brevê... Uma pessoa que se pudesse passaria a vida em curso, uma hora aqui outra lá.

 

COMENTÁRIOS

  • Lara Caroline

    Oi Glauce, tudo bem?
    Quando eu era criança eu gostava muito de assistir Power Rangers, mas acho que hoje em dia não funcionaria mais. Confesso que fiquei com medo de assistir e ainda não pretendo conferir ao remake.
    Beijos