De volta às origens, “Victoria e o Patife” traz um romance de época para o público jovem

EM Resenhas
yasmin
2 mês atrás

Victoria-e-o-Patife-Meg-CabotLivro: Victoria e o Patife
Autor: Meg Cabot
Nota: 3/5
Editora: Galera Record
Páginas: 256

Meg Cabot retorna às raízes com uma divertida personagem à frente do seu tempo nesse romance de época!

Depois da morte de seus pais e de ter sido criada pelos tios num acampamento militar na India, Victoria se tornou uma donzela diferente das criadas na Inglaterra, afinal, ela não tem medo de sujar as mãos para conseguir algo. Preparada para ser apresentada a sociedade, Victoria volta da India para ir morar com a sua tia na Inglaterra, assim ela poderá aproveitar do seu titulo e herança para arrumar um bom marido. No entanto, antes de ser apresentada oficialmente para a sociedade britânica, ela conhece em alto mar o Lorde Hugo Rothschild, nono conde de Malfrey, e se apaixona, porém, Jacob Carstairs, o capitão do navio, parece determinado em interferir nesse relacionamento.

“Era curioso o que um homem que ela detestava tão completamente como o Capitão Carstairs pudesse fazê-la se sentir tão… bem, vulnerável.”

Divertido, romântico e com uma protagonista feminista para a época que a história é narrada, esse livro me lembrou muito as primeiras obras da Meg Cabot, quando ela escrevia ótimos romances de época assinados pelo pseudônimo Patricia Cabot!

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“Victoria e o Patife” é um romance de época voltada para um público mais jovem, pois apesar dos elementos clássicos dos livros desse gênero – personagem feminina badass, um casal diferente e que demora para assumir essa paixão, regras da sociedade que servem para serem quebradas – a história não trabalha muito com as momentos eróticos, então apesar de encontrarmos uma troca de carinhos entre o capitão e Victoria, não é nada impróprio ou muito intenso para um público mais jovem.

“Um dia, Lady Victoria, dissera Jacob, você vai conhecer um homem cuja vontade não poderá ser moldada para se adequar a seus interesses. E, quando isso acontecer, você vai se apaixonar por ele.”

O que me incomodou nessa história foi a personagem, que me lembrou muito Emma, a clássica personagem de Jane Austen que sempre se metia na vida dos outros como um cupido, mas não conseguia acertar seu próprio relacionamento, e a jornada de Victoria é exatamente igual, ela consegue ajudar os outros, mas quando se trata dos seus próprios relacionamentos, ela não sabe o que fazer e acaba cometendo uma série de erros. Infelizmente, Emma sempre foi uma das história que menos gosto da Jane Austen, devido as atitudes da personagem, e essa raiva acabou passando para esse livro.

Narrado pelo ponto de vista de Victoria sobre essa sua viagem para um novo mundo, Meg optou por contar mais os sentimentos da protagonista do que por narrar conversas/interações entre os outros personagens, então fica difícil, quase impossível, criar simpatia por eles, as únicas características que temos deles são as descritas por Victoria, que não são nem um pouco lisonjeiras. Então apesar de ter gostado da história, não me conquistou como os primeiros livros da autora.

yasmin
Sobre yasmin

Uma menina apaixonada por livros e que com eles já conseguiu passar por situações muitas vezes impossíveis.Curso a faculdade de jornalismo.

 

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