“Dominação” ganha em criatividade, porém perder em nível de sustos

EM Cinema
Glauce
2 mês atrás

dominacaoDominação (Incarnate – EUA – 2016)
Direção: Brad Peyton
Estrelando: Aaron Eckhart, Carice Van Houten, John Pirruccello
Nota: 3/5
Duração: 91 min
Distribuição: PlayArte
Estreia: 05 de janeiro

Depois de algum tempo retorno ao mundo dos filmes de terror, pelo menos era isso que eu estava esperando ao assistir “Dominação”.

Com uma boa premissa, o longa vai acompanhar o Dr. Ember (Aaron Eckhart), um exorcista (que não gosta de ser chamado assim) nem um pouco tradicional, a caça de uma entidade chamada por ele de Maggie; entidade responsável pelo acidente que provocou a morte da sua esposa e filho, deixando-o em uma cadeira de rodas.  Após uma sessão de desobsessão, Dr. Ember recebe a visita de uma enviada do Vaticano que o leva até Cameron, um garoto que supostamente está possuído por Maggie.

Até aqui nada de novidade para um filme de exorcismo, porém o legal está na forma como ele exorciza, pensou em água benta, reza, crucifixo? Esquece, ele não é tradicional. O seu trabalho é realizado através do subconsciente, o Dr. Ember se conecta ao “paciente” e entra no seu subconsciente, lhe revelando que o que a pessoa está vivendo não é real, e com isso expulsando assim a obsessão. Mais alguém pensou no filme “A Origem”, com esse lance de entrar na mente de outra pessoa? E só eu achei legal isso, se inspirar em dois grandes filmes (A Origem e O Exorcista) para fazer esse?

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Pois é, o filme tinha tudo para ser bom, mas não é. Ele está no meio termo, não chega a ser de tudo ruim, mas também não é um bom filme de terror, se é que eu posso chama-lo assim; uma comparação para explicar, e por favor fãs não me xinguem, mas eu me senti vendo um episódio de “Supernatural” que de assustador também não tem nada, pelo menos para mim – só para deixar claro, eu gosto de “Supernatural”. Uma mistura de cenas de reviradas de olho com o pensamento de “sério isso?”, e outras de possível susto, mas que estava tão óbvio que aquela cena era uma cena de susto que quando o fato em si acontecia o susto não vinha.

Um cenário escuro, que muitas vezes funcionou para ambientar a cena, mas em outras deu a sensação que eles utilizaram esse recurso para tentar esconder alguma coisa. Uma coisa que me irrita um pouco em filme de terror, são os excessos de personagens em cenas que, em alguns casos, se olha e pensa: “Hum, a sala tá lotada e vai morrer alguém”, eles estão lá só para morrer, porém eu sei que em um filme de terror é bom ter isso.
Confira ao trailer:

Não espere levar grandes sustos, como não espere uma história cheia de clichês, já que o Dr. Ember vê o que faz mais como uma ciência do que uma religião.

PS: Se você não gosta de palhaço, se prepare, pois irá aparecer alguns ao longo de uma cena.

Glauce
Sobre Glauce

Sagitariana que ama sua liberdade física e emocional. Uma Biomédica Imunologista de formação, que nutri um paixão não tão secreta pela Bacteriologia e Aviação.... Viciada em livros, sendo uma bookaholic por opção e paixão, que sonha com o brevê... Uma pessoa que se pudesse passaria a vida em curso, uma hora aqui outra lá.

 

COMENTÁRIOS

  • Alessandra Fernandes

    Oi, Glauce!
    Não gosto de filmes de terror. Tenho pavor deles. Tive uma experiência ruim na infância e desde então tenho medo. Por outro lado, gostei de ler a sua crítica e saber que a trama foge do clichê, mesmo que não tenha superado as suas expectativas.
    Bjs!

  • Lara Caroline

    Oi Glauce tudo bem?
    Não tenho muitas experiências com filmes de terror e nem encontro pessoas que gostem de assistir para me dar coragem hehehe
    Eu achei legal a proposta do filme, mas não tem nada de inovador. Também lembrei de A Origem quando li sobre a parte do inconsciente.
    Beijos