“Na Ilha” um livro perfeito para se ler em dias ensolarados… se você não for um Naufrago

EM Resenhas
karina
5 meses atrás

na-ilha-tracey-garvis-gravesLivro: Na Ilha
Autor: Tracey Garvis Graves
Tradutor: Maria Carmelita Dias
Nota: 4/5
Editora: Intrínseca
Páginas: 288

“Na Ilha” é um livro no melhor estilo sessão da tarde, é despretensioso e incrível, nele vamos conhecer a história da Anna Anderson, uma professora de literatura de 30 anos que sente como se a vida estivesse estagnada, ela quer casar e ter filhos, mas seu relacionamento não evolui, seu namorado não amadurece. Também conheceremos T.J., um garoto que tem 16 anos no começo do livro, ele teve câncer, fez quimioterapia e durante o tratamento teve que parar de estudar.

Agora que T.J. terminou o tratamento, seus pais decidem leva-lo para passar o verão nas Ilhas Maldivas e contratam Anna para dar aulas durante o verão para que o garoto possa recuperar um pouco do tempo perdido. Ana, que estava cansada da rotina, aceita a posposta de emprego e fica encarregada de levar o T.J. para a ilha (já que os pais dele foram antes); depois de muitos voos atrasados eles estão finalmente chegando, só falta 1 trecho aéreo, quando eles estão num avião de pequeno porte e o piloto sofre um AVC e morre, Anna e T.J. sobrevivem a queda e acabam numa ilha deserta.

Esse livro é um romance adulto, mas calma lá, não tire conclusões precipitadas… depois de tudo o que eles vão viver nas páginas, a diferença de idade é o que menos importa, numa mistura de “Naufrago” com a “Lagoa azul”, quando a gente menos espera está viciado e não consegue parar de ler.

“Boiei, atordoado, o coração aos pulos. Rodeado apenas pelas ondas, tentei manter nossas cabeças acima da água e me controlei para não entrar em pânico. Será que eles vão saber que caímos? Será que estavam nos monitorando pelo radar? Talvez não, porque ninguém apareceu.”

A história tem muitos clichês, mas são aqueles tipos de clichês que só acrescentam na história, em alguns momentos a narrativa é meio corrida e tem mais pulos no tempo do que eu gostaria, mas isso não diminui em nada minha empolgação durante a leitura e embora a diferença de idade seja grande, a autora desenvolve essa diferença de forma sutil e natural [tudo só acontece quando T.J. já é maior de idade].

“Ela pareceu surpresa, talvez porque não esperasse que a água fosse cobrir sua cabeça, ou talvez porque eu estava com as minhas mãos na bunda dela.
– Não estou mais nem um pouco entediado agora, Anna.
Na verdade, se eu a descesse um pouco, ela sentiria exatamente como eu não estava entediado.
– Ótimo.
Ela ainda estava com os braços e as pernas ao meu redor, e eu já estava pensando em beijá-la, quando ela disse:
– Temos companhia.
Olhei para trás e vi quatro golfinhos nadando na laguna.”

É impossível não se colocar no lugar ou ser tomado pela empatia com os personagens, conforme o tempo passa e o resgate não chega nunca, acompanhamos muitos aniversários, dias de ação de graças e natais [tempo para imaginar o que seria da vida deles se não estivessem presos ali eles têm de sobra].

“Nós nos deitamos um ao lado do outro, relaxando. Pensei em Grace e em Alexis, na minha mãe e no meu pai. Eles provavelmente estavam sofrendo, comemorando o primeiro Natal sem mim.”

Enquanto T.J. amadurece na velocidade da luz e Anna luta contra o pessimismo e a desnutrição, ambos travando uma batalha contra a solidão, nós leitores travamos batalhas com as páginas para saber como será resolvida toda essa situação. Se eles saem da Ilha, vocês terão que ler para descobrir, mas garanto que é uma leitura deliciosa e ao chegar ao final vai bater aquela saudade dos personagens, esse é sem dúvida um livro com gosto de quero mais e a notícia boa é que esse livro sempre está em promoção custando até menos de R$10,00.

karina
Sobre karina

Biomédica por formação , bookaholic por paixão !

 

COMENTÁRIOS

  • Lara Caroline

    Oi Karina!
    Nossa, esta estória é bem diferente. Gostei da premissa e da autora ter abordado de forma natural a diferença de idade entre eles dois. O melhor de tudo é o preço que é bem camarada hahaha
    Beijos

  • Alessandra Fernandes

    Que história fantástica!! Serei sempre apaixonada por romances e A Ilha já entrará para a lista de leitura.
    Gostei da forma como a narrativa foi criada; um romance em uma ilha perdida entre professora e aluno. Tem história melhor? #quero
    Bjs!