“Um Dia Existimos” conseguiu me decepcionar em todos os sentidos

EM Distopia
yasmin
1 ano atrás

Um-dia-existimosLivro: Um Dia Existimos
Autor:
Kat Zhang
Tradutor: Joana Faro
Série: As Crônicas Híbridas  – Livro 2
Nota: 2/5
Editora: Galera Record
Páginas: 304

Kat Zhang escreve muito, porém não responde nenhuma das minhas dúvidas nesta continuação.

Addie e Eva dividem o mesmo corpo, mas isso não significa que são iguais e estão sempre uma de acordo com as decisões da outra. Por serem híbridas, elas precisam se esconder do governo caso não queiram passar por essa “cura” milagrosa que encontraram, principalmente depois de escaparem do laboratório responsável por essa descoberta. Vivendo entre outros híbridos, Eva e Addie querem ajudar nessa luta contra o governo e mostrar que elas não são os monstros que todos pensam, mas como confiar em pessoas que parecem escolher quais informações devem ser compartilhadas? Será que tudo aquilo que fizeram-nas acreditar era verdade?

“Mas o problema é que compartilhar mãos não significa compartilhar objetivos. Compartilhar olhos não significa compartilhar pontos de vista. E compartilhar um coração não significa compartilhar as coisas que amamos.”

“Um Dia Existimos” só serviu para aumentar ainda mais a minha decepção com está distopia! Quando li o primeiro livro das “Crônicas Híbridas” achei a história clichê, mas ainda mantinha uma luz de esperança acesa para a continuação, visto que Kat inova na ideia de criar uma distopia na qual a sociedade quer exterminar híbridos simplesmente por serem diferentes, mostrando o perigo que representam a todos – com histórias antigas que podem ter sido remodeladas ao longo da História. E embora tenha dado uma segunda chance aos erros do primeiro livro, nesse tudo se intensificou de maneira estratosférica, principalmente por eu não ter conseguido imaginar um final, nem ruim ou bom para os personagens.

“As Crônicas Híbridas” foi uma história que me conquistou inicialmente pela ideia interessante de duas pessoas dividindo o mesmo corpo, porém, tudo até o momento foi muito mal executado. Por ser narrado pelo ponto de vista da Eva, o enredo é marcado por momentos cegos que em vez de aumentarem o suspense e a expectativa para o final, apenas cria mais e mais lacunas sobre determinados acontecimentos, visto que nem todos foram respondidos nesse livro. Sei que por ser uma trilogia, esse livro seria uma grande enrolação, mas não estava preparada para ler as 300 páginas e perceber que em nenhum momento teve um avanço na luta por liberdade deles, apenas um retrocesso desnecessário nesse momento.

“- Não quero mais me esconder. Passei quase que a vida inteira me escondendo, Peter.”

Eva e Addie são duas personalidades muito insossas e que não melhoram sequer o mínimo nesse livro, e até mesmo personagens que eu tinha gostado no livro anterior, os irmãos Ryan/Devon e Hally/Lissa Mullan, conseguiram desaparecer ao contrário de ganharem mais destaque. Não teve um personagem que salvasse a personalidade confusa deles, o que me irritou ainda mais, uma vez que foi apresentado tantas pessoas novas que poderiam ter dado uma remexida no enredo. Não sei o que esperar no último livro, na verdade não espero nada, mas para mim as “Crônicas Híbridas” não conseguem mais se superar ou me conquistar, por ter tido decepção após decepção com essa série.

yasmin
Sobre yasmin

Uma menina apaixonada por livros e que com eles já conseguiu passar por situações muitas vezes impossíveis.Curso a faculdade de jornalismo.

 

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