Chris Ridell encanta com ilustrações encanto transmite boas lições

EM Resenhas
juliana
1 ano atrás

A-Garota-GoticTítulo: A Garota Gotic e o Fantasma de um Rato
Autor (texto e ilustrações): Chris Riddell
Tradução: Janaína Senna
Série: Garota Gotic
Nota: 4/5
Editora: Galera Record (Selo Galera Junior)
Páginas: 240 páginas

Ada Gotic perdeu a mãe, Parthenope, quando ainda era bebê. Ela era uma equilibrista. Estava treinando no telhado do palácio em que a menina mora durante uma tempestade, e acabou morrendo. Ada é muito parecida com a mãe, e seu pai, o Lorde Gotic, não consegue conviver diariamente com ela e com a dor que sua simples presença lhe causa. Então estipulou regras: eles têm apenas um encontro semanal, e a garota deve usar sempre botas que fazem bastante barulho para que ele possa ouvi-la e, com isso, evitar vê-la.

Um dia Ada encontra um rato fantasma em seu quarto, e decide ajudá-lo com o que quer que precise resolver para poder ir para um lugar melhor. É assim que começa a explorar lugares no Palácio Sinistro em que nunca esteve – lugares com nomes bem divertidos, como “O Jardim Secreto” e “O Jardim Ainda-Mais-Secreto”. E é em suas explorações que descobre que tem algo muito errado acontecendo.

Embora possa parecer pelo título, o ratinho não tem uma participação muito grande – exceto pelo final, em que ele consegue enfim descobrir o que o prendia a esse mundo, o que resulta em um conteúdo extra muito legal (é a única parte do livro que ganhou cores, inclusive). A história é bem original e inteligente, temos a participação de várias criaturas mitológicas e também de personagens ligados à leitura de alguma forma – escritores e personagens famosos.

O enredo é interessante, mas o que mais me encantou foi a constante presença de ilustrações, feitas pelo próprio autor. Elas enriquecem bastante a obra, são lindas e nos dão ideia da imensidão dos lugares que Ada explora. No início temos inclusive um mapa que me fez rir bastante, principalmente pela presença do “Hipódromo para cavalinhos de pau metafóricos”, que depois descobri que era usado todos os anos para uma corrida… só não conto do que… rs…

O livro transmite boas lições, como o poder da amizade. Personagens secundárias ganham espaço no enredo, sendo as principais as que integram o Clube do Sótão, em que algumas crianças se reúnem semanalmente em segredo. Só que o autor não aprofundou muito as personagens, então, embora eu tenha torcido para que tudo terminasse bem, tudo o que eu sabia sobre grande parte delas era quem era do bem e quem era do mal.

Este é o primeiro volume de uma série, e teve um bom fechamento, mas o autor deixou ganchos para uma continuação. O Goodreads mostra que quatro livros já foram publicados, e com certeza vou querer conhecer os outros quando chegarem por aqui.

juliana
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