Quando a Bienal leva a parte de seu título “Internacional” a máxima potência

EM Colunas
yasmin
2 ano atrás

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Bienal do Livro! Todos os anos nós aguardamos O evento mais importante do mundo da literatura, um local onde podemos discutir sobre livros, comprar livros (em promoção) e conhecer mais apaixonados por livros. Livros são a palavra chave.

No entanto, apesar desse amor, recentemente a Bienal começou a ganhar um formato diferente: um local onde podemos conhecer nossos autores internacionais favoritos. Com uma lista imensa, entre eles Julia Quinn (O Duque e Eu), Colleen Hoover (Métrica), Sophie Kinsella (Os Delírios de Consumo de Becky Bloom), Colleen Houck (A Maldição do Tigre), David Nicholls (Um Dia), Leigh Bardugo (Sombra e Ossos), Anna Todd (After), Joseph Delaney (As Aventuras do Caça-feitiço) e Raymond E. Feist (Mago) entre outros, o evento está com o objetivo de agradar todos os fãs e levar o máximo de público possível.

Apesar de amar cada novo autor confirmado, decidi usar o Releituras dessa semana mais para fazer um desabafo, mas que – acho – muitas pessoas irão concordar com o meu ponto de vista.

A Bienal do Rio é imensa, apesar de mal localizada (sério, mesmo você estando o mais perto dentro da metrópole, você vai demorar no mínimo 1h para chegar), tem capacidade para comportar muita, mais muita gente (são três pavilhões, pessoal). Mas será que vai ter a capacidade de organizar tudo isso?

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Em 2013, a Editora Arqueiro decidiu trazer ao Brasil o autor Nicholas Sparks. Novo na casa e adorado por fãs de todas as idades, a sua vinda era um dos assuntos mais comentados, e apesar da expectativa, a realidade foi bem diferente. Com um público totalmente histérico, uma organização péssima, a sessão foi simplesmente cancelada depois de perceberem que não iam conseguir arrumar a fila e atender a todos – mesmo o autor estando disposto.

A grande pergunta é: o autor é um Best-seller (que já significa muito no Brasil), vende milhares de livros e tem outras dezenas publicadas, porque não previram esse caos antes de tudo acontecer?

A Bienal de São Paulo não tem muito o que falar, afinal de contas, quem não ficou revoltado com o primeiro dia da sessão de autógrafos da Cassandra Clare? No entanto, pelo visto, eles aprenderam, e alguns fãs elogiaram o segundo dia. Só posso dizer que toda a equipe do LI em São Paulo teve uma experiência horrível.

A grande questão é: com grandes autores e muitos confirmados (uma quantidade absurda e surpreendente para um único evento) será que vão dar conta de organizar tudo isso? Ou eles estão mais querendo fazer uma guerrinha para vem quem traz mais autores? São Paulo ou Rio de Janeiro?

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Não podemos nos esquecer dos autores nacionais, que arrastam até mais fãs que muito autor internacional nesses eventos e já tem grande peso no mercado editorial. O Grupo Editorial ficou surpreso com a sessão da Carina Rissi na Bienal de São Paulo, que durou mais de 7h.

Estou superanimada, adoro bienais. É cansativo? É. É um pouco irritante? É, mas assim que tudo acaba, você quer voltar no tempo e ficar mais dias nesse evento incrível. Mas com tudo que aconteceu nos eventos anteriores, essa Bienal está pronta para se tornar um caos – pessoas gritando, a inexistência de filas e o desrespeito dos organizadores por nós, leitores que querem apenas conhecer seu ídolo.

Apesar de dividirem os autores vai coincidir dois grandes em um mesmo final de semana, pois tem muita gente boa confirmada. Então realmente espero que dê certo, pois estou com vários pés atrás com esse evento, que se continuar no mesmo padrão dos outros, está fadado ao fracasso para decepção dos leitores.

yasmin
Sobre yasmin

Uma menina apaixonada por livros e que com eles já conseguiu passar por situações muitas vezes impossíveis.Curso a faculdade de jornalismo.

 

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